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Outros · São Paulo
FTSP - Memórias do Subsolo
O essencial
Decida sem procurar de novo
Quando
terça-feira, 15 de setembro – quarta-feira, 16 de setembro
às 23:30 · Vários dias
Quanto
A partir de R$ 25,00
Menor valor disponível informado
Nível 2
Interesse da comunidade
Bombando
Ganhando atenção entre os rolês da cidade
2/3
Chame alguém para esse rolêData, local e ingresso já vão no conviteOrganizado porAS TEATRAIS - AVENTURA HALL
Sobre o evento
teatro | temporada Monólogo baseado em obra clássica de Dostoiévski ganha versão contemporânea ambientada na cidade de São Paulo Memórias do Subsolo traz Vanderlei Bernardino no papel do solitário e avesso personagem-narrador que teve a voz celebrizada pelo grande autor russo; a direção é de Johana Albuquerque e a adaptação e a dramaturgia de Diego Moschkovich e Vladimir Bocharov; Crédito foto: Jamil Kubruk - Mais fotos aqui Um personagem-narrador, sem nome ou relações pessoais, um homem inadequado que de forma irônica e sarcástica rumina sua amargura e seu ressentimento numa conversa direta com o espectador. Este é o centro de Memórias do Subsolo, escrito por Fiódor Dostoiévsky e publicado pela primeira vez em 1864. Na nova versão, adaptada por Diego Moschkovich e Vladimir Bocharov e dirigida por Johana Albuquerque, o cenário e o tempo vão de São Petesburgo (Rússia) nos fins do século XIX para a cidade de São Paulo em pleno século XXI. A temporada de estreia do espetáculo aconteceu no Auditório do Sesc Pinheiros, de 9 de outubro a 8 de novembro de 2025, de quinta a sábado, com todas as sessões esgotadas. Houve também uma 2ª mini temporada na Biblioteca Mário de Andrade, também com todos os ingressos distribuídos, em abril de 2026. A partir de conversas e improvisações entre a atuação, a direção e a dramaturgia, o processo de adaptação passou também por aproximações cênicas dos fragmentos do texto, no intuito de absorver o essencial para traduzir cenicamente o romance e torná-lo mais próximo aos espectadores. O personagem principal do espetáculo é vivido por Vanderlei Bernardino. “A primeira vez que eu entrei em contato com “Memórias do Subsolo” foi nos anos 1990. Eu tinha 20 e poucos anos e a primeira impressão foi impactante. Agora estou com quase 60, e o impacto se transformou na necessidade de compartilhar os questionamentos da obra em materialidade cênica. Dialogando entre o consciente e o inconsciente, enfrentar o desafio de, através desse corpo, ir ao encontro do homem do subsolo, com a vivência pessoal e artística que tenho hoje. Este é um personagem que eu me identifico e ao mesmo tempo me causa repulsa; onde os sentimentos mais íntimos se confrontam com as questões coletivas e suas contradições”, conta Vanderlei. A cenografia do espetáculo é Ana Verzu e Laura Vinci, o figurino de Simone Mina, a direção de Movimento de Luaa Gabanini, a trilha original é de Gui Calzavara, o desenho de Luz é de Wagner Pinto e os Vídeos, Mapping e Projeção, de Gabriel Theodoro e Nicolau da Conceição. “Memórias do Subsolo oferece um olhar sobre a contemporaneidade da obra de Dostoiévski. Um homem humilhado, mergulha em seu subterrâneo, construindo sua identidade a partir do ódio pelo outro. A peça revela a intimidade de suas reflexões mais secretas, ou ainda as suas confusas e enfrentativas ações, agora deslocadas para a úmida e escura São Paulo”, explica Johana Albuquerque. As frases do texto são cortantes e sarcásticas “_Não consegui chegar a nada, nem mesmo ser mau: nem bom, nem canalha, nem honrado, nem herói, nem inseto...". “Memórias do Subsolo” traz um texto irreverente que nos retira da nossa zona de conforto. No subsolo de si mesmo, as imagens que saem da cabeça deste homem materializam-se em camadas, projetadas no espaço: a rua, o bar, o prostíbulo, o buraco... a mulher! “Este narrador polifônico, que incorpora várias vozes em seu discurso contraditório, evoca a dúvida ao invocar os mistérios da animalidade do ser humano. Ao tentar encontrar-se a si mesmo, nosso anti-herói descobre que ele próprio é o seu maior obstáculo”, completa a diretora. Sinopse: “Memórias do Subsolo” é considerado, por muitos, como o ponto de virada na carreira de Dostoiévski. Um homem começa a compartilhar suas memórias a fim de confessar incidentes que pertencem à categoria das “coisas que o homem tem medo de desvendar até a si próprio”. Entre preâmbulos e justificativas, desmentidas e desafios, ele acaba por nos revelar acontecimentos biográficos marcantes, que o tornaram um homem ressentido, narcisista e introspecto. Ficha Técnica Texto: Fiódor Dostoiévski Adaptação e Dramaturgia: Diego Moschkovich e Vladimir Bocharov Direção: Johana Albuquerque Atuação: Vanderlei Bernardino Dança (no vídeo): Ana Noronha Cenografia: Ana Verzu e Laura Vinci Figurino: Simone Mina Direção Musical e Trilha Original: Gui Calzavara Desenho de Luz: Wagner Pinto Vídeos, Mapping e Projeção: Gabriel Theodoro e Nicolau da Conceição Direção de Movimento: Luaa Gabanini Preparação Vocal: Sônia Goussinsky Desenhos: Werner Schulz Assistência de Figurino: Graziella Cavalcanti Assistência de Iluminação: Gabriel Greghi Cenotecnia: Cesar Lopes dos Santos Costureiras: Maria de Fátima Oliveira e Neide Silva Operação de Luz: Bianca Contin Operação de Som: Gregório Musatti Design Gráfico: Werner Schulz Fotos: Jamil Kubruk Produção Executiva e Adm: Iza Marie Miceli Direção de Produção: Johana Albuquerque e Vanderlei Bernardino Idealização: Vanderlei Bernardino Realização: Bendita Trupe Johana Albuquerque É diretora da Bendita Trupe, que tem 20 espetáculos encenados na cidade de São Paulo. É também atriz, pesquisadora, professora e dramaturga. Em 2026, encena O Céu Fora Daquela Janela, um espetáculo feminista de Lucy Kirkwood. Em 2025, dirige Memórias do Subsolo, uma versão paulistana e contemporânea do texto de Dostoiévski. Em 2024, encena o espetáculo A Alegria é a Prova dos Nove, de Oswald de Andrade, com Renato Borghi a frente do elenco. no Sesc Pompéia. Em 2023, faz uma temporada de Volpone, A Raposa e as Aves de Rapina, no palco do Teatro Arthur Azevedo. Realiza Trevas ao Meio-Dia, uma paisagem cênico musical sobre os poemas de Augusto dos Anjos. Em 2022, desenvolve o projeto Desmascarados, Desconstruindo o Rei da Vela, pela Lei de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo. Em 2020, em comemoração aos 20 anos da cia., encena Protocolo Volpone, um clássico em tempos pandêmicos, primeiro espetáculo presencial a estrear na pandemia, em São Paulo. Vanderlei Bernardino É ator, produtor e pesquisador teatral. Ator Fundador do Teatro da Vertigem. Dentre seus trabalhos como ator, destacam-se: 2025 – “NecroSapiens”, com a Mundana na Residência do Instituto Capoocianco. 2023 - “Volpone” – de Ben Jonson com a Bendita Trupe, direção de Johana Albuquerque; 2022 – “Cabarezinho” – Concepção e Direção Musical de Luís Gayotto, direção cênica de Luís Mármora; “Ouro[O] Culto” - de Ester Laccava e Elzemann Neves – direção de Ester Laccava; 2020 - “Protocolo Volpone” de Ben Jonson com a Bendita Trupe, direção de Johana Albuquerque e “Por Que Não Vivemos” de Anton Tchékhov, com a Cia Brasileira, direção de Márcio Abreu, dentre outros. Diego Moschkovich Diretor de teatro, pedagogo teatral e tradutor. Formado em Artes Cênicas pela Academia Estatal de Artes Cênicas de São Petersburgo (LGITMiK) e mestre em Letras pela Universidade de São Paulo. Pesquisa a herança histórica e o legado do pensamento de Stanislávski. Autor do livro O último Stanislávski em ação: ensaios para um novo método de trabalho (Perspectiva, 2021). Ademais, traduziu e publicou a primeira tradução do russo de Do Teatro, de Vsévolod Meyerhold (Iluminuras, 2012), Stanislávski ensaia, de Vassíli Toporkov (editora É, 2016), Análise-ação, de Maria Knebel (2016, Editora 34) e Stanislávski e o yoga, de Serguei Tcherkásski (editora É, 2019). Vladimir Bocharov Diretor e performer russo, residente em São Paulo. Graduado pela GITIS em 2014 (oficina de Vladimir Mirzoev), colabora com teatros de ópera e drama. Lecionou na British Higher School of Design no programa "Cenografia". Está ativamente envolvido na implementação de projetos independentes de curadoria e pesquisa na interseção da performance e do teatro contemporâneo em cooperação com várias instituições: Platforma, Novo Espaço do Teár Natsii, grupo de teatro Barabán, o centro cultural ZIL, o Centro Meyerhold, GTsSI-NSSA, a galeria-oficina GROUND Soliánka, a casa de cultura de Peredélkino, e o coletivo V-A-C.
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R. Bento Branco de Andrade Filho,722
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